LIVRETO CELEBRATIVO | ADMISSÃO ÀS ORDENS SACRAS

 

Celebra-se o Rito da Admissão a candidato as Ordens sacras, quando se pode verificar que o propósito dos aspirantes, baseado nos dotes necessários, atingiu suficiente amadurecimento.

O propósito de receber a Ordem sacra deve ser manifestado publicamente pelos candidatos e recebido também publicamente pelo Bispo ou Superior Maior do Instituto religioso.

A Admissão pode ser celebrada em qualquer dia, exceto no Tríduo Pascal, na Semana Santa, na Quarta-Feira de Cinzas ou na Comemoração dos Fiéis Defuntos. Será, de preferência, na igreja ou capela do Seminário ou do Instituto religioso, por ocasião de um encontro de sacerdotes ou diáconos, durante a Missa ou mesmo durante a Celebração da Palavra de Deus.
    Dada sua natureza, nunca se realize com alguma Ordenação ou Instituição de leitores ou acólitos.

Se a Admissão se faz dentro da Celebração da Palavra de Deus, pode-se iniciar com a antífona apropriada e, depois da saudação do Celebrante, se reza a oração do dia da mesma Missa.

Se a Admissão se faz dentro da Liturgia das Horas, começa-se o rito logo depois da leitura breve ou longa. Nas Laudes e nas Vésperas, em lugar das Preces, podem fazer-se as invocações propostas.

Se a Admissão é feita durante a Missa, o Bispo celebrante reveste-se das vestes litúrgicas exigidas pela Celebração eucarística e usa mitra e báculo; se a celebração for fora da Missa, basta usar a cruz peitoral, estola e pluvial de cor adequada, sobre a alva ou, simplesmente, a cruz peitoral e a estola sobre a sobrepeliz e mozeta; neste caso não usa mitra, nem báculo.

RITOS INICIAIS

Se a Admissão se faz durante a Missa, pode-se usar o formulário da Missa pelas Vocações às Ordens Sacras:
Antífona da entrada (Cf. Mt 9,38)
Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita.

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres.: A graça e a paz daquele que é, que era e que vem, estejam convosco.
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

O sacerdote, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ATO PENITENCIAL

Pres.: Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

Após um momento de silêncio:
Pres.: Senhor, que viestes ao mundo para nos salvar, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Cristo, que continuamente nos visitais com a graça do vosso Espírito, tende piedade de nós.
℟.: Cristo, tende piedade de nós.

Pres.: Senhor, que vireis um dia para julgar as nossas obras, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
℟.: Amém.

Coleta
Pres.: Oremos.
Ó Deus, quisestes prover de pastores o vosso povo; infundi na Igreja o espírito de piedade e fortaleza, que suscite dignos ministros do vosso altar e pregadores do Evangelho corajosos e mansos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

Se a Admissão se faz durante a Missa, pode-se usar a Missa pelas Vocações com as leituras próprias do Rito da Admissão, com paramentos de cor branca. 
    Nos dias de festa indicados nos nn. 2-9 da Tabela dos dias litúrgicos, toma-se a Missa do dia. 
    Quando não se diz a Missa pelas vocações, pode ser tomada uma das leituras do Rito da Admissão, a não ser que ocorra um dia litúrgico indicado nos nn. 2-4 da Tabela dos dias litúrgicos. 

PRIMEIRA LEITURA
(1Sm 3,1 10)

Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

   Naqueles dias, 
   O jovem Samuel servia ao Senhor na presença de Eli. Naquele tempo, a palavra do Senhor era rara e as visões não eram frequentes.
  Aconteceu que, um dia, Eli estava dormindo no seu quarto. Seus olhos começavam a enfraquecer, e já não conseguia enxergar. 
   A lâmpada de Deus ainda não se tinha apagado e Samuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 
    Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Eis-me aqui”. 
    E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se. 
    O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!” 
    Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 
    O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 
    Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: „Senhor, fala, que teu servo escuta!” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 
    O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel, Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”.  


SALMO RESPONSORIAL
(Sl 39(40))

℟. Eis que venho fazer com prazer a vossa vontade, Senhor!

- Esperando, esperei no Senhor,
e inclinando-se, ouviu meu clamor.
- Canto novo ele pôs em meus lábios,
um poema em louvor ao Senhor.   ℟.

- Sacrifício e oblação não quisestes,
 mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
= não pedistes ofertas nem vítimas,
+ holocaustos por nossos pecados.
E então eu vos disse: “Eis que venho!”    ℟.

= Sobre mim está escrito no livro: +
“Com prazer faço a vossa vontade,
guardo em meu coração vossa lei!”.    ℟.

= Boas novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembleia;
vós sabeis: não fechei os meus lábios!
- Não negueis para mim vosso amor!
Vossa graça e verdade me guardem!   ℟.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
(Mc 1,17)
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!

Vinde após mim! Disse a eles Jesus, E eu vos farei pescadores de gente!

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Diác.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silencio.

EVANGELHO
(Lc 5,1-11)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.: 
O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
℣.Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas.
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
℣.: 
“Naquele tempo,
    Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao redor de Jesus para ouvir a palavra de Deus.
    Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes.
    Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.
    Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”.
    Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”.
    Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam.
    Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem.
    Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!”.
    É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer.
    Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”.
    Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.” 

℣.Palavra da Salvação.  
℟.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silencio a oração.

RITO DA ADMISSÃO

Após as leituras bíblicas, o Celebrante, podendo usar mitra e báculo, se for Bispo, sentado na cátedra, faz a homilia; partindo das leituras feitas, falará aos presentes sobre a natureza da Admissão, com estas palavras ou outras semelhantes: 
Pres.: Caros irmãos (e irmãs), nós vos recomendamos estes nossos irmãos que hoje se apresentam diante da Igreja para serem admitidos entre os candidatos à sagrada Ordem. Cristo nos deu este preceito: "Rogai ao Senhor da messe que mande operários para sua messe". Conhecendo, portanto, a solicitude do Senhor para com seu rebanho e considerando as necessidades da Igreja, eles se sentem preparados para responder generosamente ao Senhor que os chama, dizendo com o profeta: "Eis-me aqui, enviai-me", confiantes no próprio Senhor no qual depositam a esperança de serem fiéis à sua vocação. O chamado do Senhor é reconhecido e comprovado pelos mesmos sinais que na vida cotidiana manifestam a vontade de Deus às pessoas sensatas. O Senhor conduz e assiste com sua graça aqueles que escolhe para participar do sacerdócio hierárquico de Cristo, enquanto os confia a nossos cuidados, para que, ao reconhecermos sua idoneidade, possamos chamá-los como candidatos comprovados e consagrá-los ao serviço de Deus e da Igreja pelo especial dom do Espírito Santo. Na verdade, pela Ordem sagrada, serão encarregados de prosseguir no mundo a missão salvadora desempenhada pelo Cristo. Associados oportunamente ao nosso ministério, servirão à Igreja e edificarão pela palavra e pelos sacramentos as comunidades cristãs a que forem enviados. Agora, caríssimos irmãos nossos, nós nos dirigimos a vós, que já iniciastes o tempo de formação, no qual aprendeis a viver sempre mais de acordo com o Evangelho, a radicar-vos na fé, na esperança e na caridade. Praticando essas virtudes pessoais, possais crescer no espírito de oração e no zelo de ganhar a todos para Cristo. Agora, pois, impulsionados pelo amor de Jesus Cristo e fortalecidos interiormente pela ação do Espírito Santo, chegastes ao desejo de manifestar publicamente o vosso propósito de consagrar-vos ao serviço de Deus e da humanidade. Com alegria acolhemos a manifestação desse vosso desejo. A partir deste dia, devereis cultivar mais intensamente a vossa vocação. Lançareis mão sobretudo daqueles meios que vos serão oferecidos pela comunidade eclesial encarregada de vos oferecer auxílios e subsídios adequados. Todos nós, enfim, depositando nossa confiança no Senhor, iremos auxiliar-vos com a nossa caridade e com a nossa oração. Portanto, ao serdes chamados pelo próprio nome, aproximai-vos para manifestar o vosso propósito diante da Igreja.

O Diácono ou o Presbítero designado para isso chama os aspirantes pelo nome. Cada um responde:
Aspirante: Presente!
E aproxima-se do Celebrante, a quem faz uma reverência.

O Celebrante os interroga com estas palavras:
Pres.: Caros filhos, os pastores e os mestres encarregados de vossa formação, assim como as pessoas que vos conhecem, deram de vós um bom testemunho, no qual confiamos plenamente. 

Pres.: Quereis, respondendo ao chamado de Deus, completar a preparação que vos tornará aptos para receber oportunamente o ministério da Igreja pela sagrada Ordem?
Candidato: Quero!

Pres.: Quereis preparar vosso coração de tal maneira que possais servir fielmente ao Cristo, Senhor nosso, e a seu corpo, que é a Igreja?
Candidato: Quero!

Pres.: A Igreja recebe com alegria o vosso propósito. Deus, que o inspirou, vos de a graça de realizá-lo.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

O Celebrante e todos os demais se levantam. O Bispo depõe a mitra e o báculo, se os usar. Na Missa se diz a Profissão de fé segundo as rubricas.
    Em seguida, o Celebrante convida os fiéis a orar, dizendo:
Pres.: Caríssimos irmãos e irmãs, roguemos a Deus e Senhor nosso que derrame a graça de sua benção sobre estes seus servos que desejam consagrar-se ao serviço da Igreja.
℟.:  Senhor, escutai a nossa prece.

O Diácono ou outro ministros apto propõe as intenções seguintes, ou outras mais adequadas às circunstâncias. Todos respondem com uma aclamação apropriada.

1. Para que estes nossos irmãos se una mais estreitamente a Cristo e possam ser suas testemunhas no mundo, roguemos ao Senhor.

2. Para que possam assumir as preocupações das pessoas e ouvir sempre a voz do Espirito Santo, roguemos ao Senhor.

3. Para que se tornem ministros da Igreja, confirmando na fé os seus irmãos e irmãs pela palavra e pelo exemplo e reunindo-os para a participação na Eucaristia, roguemos ao Senhor.

4. Para que Deus envie operários à sua messe e os cumule com os dons do Espirito Santo, roguemos ao Senhor.

5. Para que todos os seres humanos cheguem a plenitude da paz e da justiça, roguemos ao Senhor.

6. Para que todos os nossos irmãos e irmãs que sofrem, participando da paixão de Cristo, alcancem a liberdade e a saúde, roguemos ao Senhor.

Após a Oração do Senhor, ou, se na Missa, logo depois das Preces, o Celebrante reza:
Pres.: Ouvi, Senhor, as nossas súplicas e abençoai + com o amor paterno estes vossos filhos que desejam dedicar-se a vós e servir ao vosso povo no sagrado ministério, a fim de que perseverem em sua vocação e, unindo-se ao Cristo sacerdote com sincero amor, possam receber dignamente a missão apostólica. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

Se a Admissão for feita durante a Missa a celebração prossegue como de costume. Na Liturgia das Horas, tudo o que segue o rito, faz-se como de costume.
Se for na celebração da Palavra de Deus, o Celebrante abençoa a assembléia e o Diácono a despede, como de costume.

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e o vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo se levanta e responde:
℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

Sobre as oferendas
Senhor, acolhei benigno as orações e as oferendas do vosso povo, para que se multipliquem os dispensadores dos vossos mistérios e perseverem sempre no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

PREFÁCIO DA PÁSCOA IV
(A Restauração do Universo pelo Mistério Pascal)

Este prefácio também pode ser usado no tempo pascal.

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
℟.: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação proclamar vossa glória, ó Pai, em todo tempo, mas, com maior júbilo, louvar-vos neste tempo, porque Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Pois, destruído o que era velho, toda a criação decaída é renovada e em Cristo nos foi recuperada a integridade da vida. Por isso, transbordando de alegria pascal, exulta a criação por toda a terra; também as Virtudes celestes e as Potestades angélicas proclamam um hino à vossa glória,  cantando (dizendoa uma só voz:

SANTO

℟.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.
O sacerdote une as mãos e as estende sobre as oferendas dizendo:
Pres.: Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas
une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e + o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo 
Une as mãos
que nos mandou celebrar estes mistérios.

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

Pres.: Do mesmo modo, no fim da Ceia,
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo.
℟.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.

Pres.: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

1C: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, São Patrício e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

2C: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Inocêncio II e o nosso Bispo Tiago e seu auxiliar Márcio, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido.
Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
Une as mãos
por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

DOXOLOGIA

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
O povo aclama:
℟.: Amém.

ORAÇÃO DO SENHOR

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos. 
℟.: 
Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.
A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

SAUDAÇÃO DA PAZ

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
℣.: No Espírito de Cristo ressuscitado, saudai-vos com um sinal de paz.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e a outros ministros.
 
FRAÇÃO DO PÃO

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio.

℟.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Eu sou o pão vivo, que desceu do céu: se alguém come deste Pão viverá eternamente.  Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio; e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.
E comunga.

Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

ORAÇÃO DE COMUNHÃO ESPIRITUAL 

Todos: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco come se já estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! Não permitais que torne a Separar-me de vós! Amém!

COMUNHÃO

ANTÍFONA DE COMUNHÃO

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:
℣.:Era necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos e assim entrasse na sua glória, aleluia.
Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Pres.: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: 
Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração:
Alimentados com o pão da mesa celeste, nós vos pedimos, Senhor: por este sacramento do amor, fazei amadurecer as sementes que lançastes com grande largueza no campo da vossa Igreja, a fim de que muitos escolham vos servir nos irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL

Se for necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres.:
 Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
O povo responde:
℟.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Diác. ou Pres.: Glorificai o Senhor com a vossa vida; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
℟.: Graças a Deus!


Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.


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